I
Não basta ter só dinheiro.
É preciso ter dinheiro e sabedoria. O dinheiro, sem sabedoria, levará à
perdição e/ou à morte precoce: aos vícios, à luxúria, ao desenvolvimento de
complexos de superioridade etc.
Mais: o dinheiro, sem
sabedoria, será contestado quanto à sua real eficácia em trazer ou gerar maior
felicidade ou alegria em relação àqueles que não o possuem; ou que o possuem apenas
em quantidade mínima para manterem as suas próprias subsistências.
Muitos, por exemplo,
quando se recordam de pessoas que tiveram somente dinheiro e não também
sabedoria, por exemplo, dizem:
1-
“Que o dinheiro é a raiz de todos os
males”;
2-
“Que o dinheiro não traz felicidade ou felicidades”;
3-
“Que as pessoas que têm dinheiro são
mesquinhas, avarentas e arrogantes”;
4-
“Que os ricos não entrarão no céu”;
5-
“Que as pessoas que têm muito dinheiro são
esbanjadoras” etc.
II
Da mesma forma – embora a
busca da sabedoria precise ser sempre encarada como uma finalidade em si mesma (imperativo
categórico), em sociedades capitalistas como a que se vive, onde tudo gira em
torno do dinheiro, não basta também um indivíduo qualquer ter somente sabedoria
(e não ter dinheiro). Ou seja, não basta, dizendo-se sábio, não ter dinheiro
suficiente para viver – e não somente sobreviver – de forma digna.
E por dois motivos:
1-
A dita sabedoria, sem dinheiro, ou a
sabedoria que não é capaz de gerar dinheiro, será contestada, afrontada,
questionada, ridicularizada ou dita inútil;
2-
O dito sábio, sem dinheiro, será comparado
a ociosos, vagabundos, loucos, alienados, lunáticos, miseráveis ou pedintes.
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