quarta-feira, 13 de setembro de 2017

NÃO BASTA TER SÓ DINHEIRO



I
Não basta ter só dinheiro. É preciso ter dinheiro e sabedoria. O dinheiro, sem sabedoria, levará à perdição e/ou à morte precoce: aos vícios, à luxúria, ao desenvolvimento de complexos de superioridade etc.
Mais: o dinheiro, sem sabedoria, será contestado quanto à sua real eficácia em trazer ou gerar maior felicidade ou alegria em relação àqueles que não o possuem; ou que o possuem apenas em quantidade mínima para manterem as suas próprias subsistências.
Muitos, por exemplo, quando se recordam de pessoas que tiveram somente dinheiro e não também sabedoria, por exemplo, dizem:
1-   “Que o dinheiro é a raiz de todos os males”;
2-   “Que o dinheiro não traz felicidade ou felicidades”;
3-   “Que as pessoas que têm dinheiro são mesquinhas, avarentas e arrogantes”;
4-   “Que os ricos não entrarão no céu”;
5-   “Que as pessoas que têm muito dinheiro são esbanjadoras” etc.
II
Da mesma forma – embora a busca da sabedoria precise ser sempre encarada como uma finalidade em si mesma (imperativo categórico), em sociedades capitalistas como a que se vive, onde tudo gira em torno do dinheiro, não basta também um indivíduo qualquer ter somente sabedoria (e não ter dinheiro). Ou seja, não basta, dizendo-se sábio, não ter dinheiro suficiente para viver – e não somente sobreviver – de forma digna.
E por dois motivos:
1-             A dita sabedoria, sem dinheiro, ou a sabedoria que não é capaz de gerar dinheiro, será contestada, afrontada, questionada, ridicularizada ou dita inútil;
2-             O dito sábio, sem dinheiro, será comparado a ociosos, vagabundos, loucos, alienados, lunáticos, miseráveis ou pedintes.




domingo, 10 de setembro de 2017

DINHEIRO É TEMPO, MAS TEMPO NEM SEMPRE É DINHEIRO.


DINHEIRO É TEMPO, MAS TEMPO NEM SEMPRE É DINHEIRO.

 

I
Em sociedades capitalistas, altamente industrializadas, tecnológicas e informatizadas como a que hoje globalmente se vive, dinheiro é tempo, mas tempo nem sempre é dinheiro.
“Como assim?” – talvez esteja se perguntando o leitor.
Simples: pensem na quantidade de pessoas desempregadas, semianalfabetas, desqualificadas, alienadas, viciadas... Pensem nos mendigos, naqueles que não gozam de boa saúde, nos aposentados pobres, naqueles que passam a vida, mesmo por opção, na ociosidade, etc. Enfim, pensem naquelas pessoas que você conhece que possuem tempo dito de sobra, mas, em contrapartida, pouco ou nenhum dinheiro.
Ser rico, financeiramente falando, nesse sentido:
1-   É ser sempre aquele ou aquela que tem ou ganha mais dinheiro do que precisa para poder viver (e não apenas sobrevier);
2-   É ter dinheiro para comprar tempo ou ter tempo livre (sob a forma de dinheiro acumulado) que o permita poder pensar, objetivando construir novas formas de se ganhar mais tempo ou dinheiro etc.;
3-   É ter tempo ou dinheiro suficiente para poder dormir, namorar, fazer sexo ou amor, se alimentar bem ou corretamente, praticar esportes, trabalhar no que gosta ou deseja (e não por necessidade), usufruir de bons momentos de lazer etc.
II
“E ser pobre?”
Essa pergunta, no mundo atual, embora talvez pareça, não é fácil de responder, uma vez que, hoje, em virtude da crescente elevação do poder de compra ou de consumo da população economicamente ativa sem a correspondente elevação do poder de renda, muitas pessoas pobres ou de classe média têm alienadamente se achado ricas.
“Pobres”, por exemplo – muitas pessoas pobres ou de classe média pensam e/ou dizem –, “são sempre as outras ou os outros, aqueles que não podem parcelar as suas dívidas”, mas nunca elas.
Ser pobre, dentro do axioma “Dinheiro é tempo, mas tempo nem sempre é dinheiro”, sendo assim, pensa-se aqui:
1-   É ter tempo e não ter dinheiro (ou não ter tempo nem ter dinheiro) suficiente para viver de forma digna;
2-   É também, caso se tenha tempo e não se tenha dinheiro, não saber o que fazer com ele, com o tempo livre que se tem, em prol de si, objetivando, inclusive, ganhar mais tempo ou dinheiro.
O primeiro caso (ter tempo e não ter dinheiro ou não ter tempo nem dinheiro), refere-se a pessoas pobres que estão trabalhando como assalariadas, isto é, a pessoas que estão vendendo barato o seu tempo, não ganhando dinheiro suficiente para que possam viver de maneira digna.
Explico-me:
1-   Em busca de dinheiro para subsistir, a pessoa pobre vende barato, sob a forma de trabalho pouco ou não qualificado, parte do seu tempo;
2-   Ao receber o seu baixo salário, sob a forma de tempo de trabalho vendido ao empregador, depois de subtraído dele a mais-valia[1], o empregado não tem como usufruir satisfatoriamente do salário recebido. Por exemplo, uma pessoa pobre que, das 24 horas do dia, gasta no mínimo 8 horas trabalhando para receber um salário mínimo, 8 horas em média dormindo, cerca de 3 horas com transportes, indo e voltando do trabalho, só dispõe de pouco mais de 4 ou 5 horas diárias para se alimentar, cuidar da higiene pessoal, se divertir, namorar, fazer sexo ou amor, praticar algum esporte, estudar, etc. Ou seja, se essa pessoa pobre trabalha, vende grande parte do seu tempo, e não ganha dinheiro (tempo) suficiente para viver, o dinheiro (tempo) que ela ganha trabalhando é uma falácia: corresponde a menos tempo do que ela vendeu em troca de dinheiro.
III
A conclusão a que se chega é:
1-   Não adianta ter tempo livre (e não saber bem usá-lo em prol de si mesmo);
2-   Não adianta ter tempo livre e não ter dinheiro, isto é, não ter também tempo livre, sob a forma de dinheiro acumulado, já que “dinheiro é tempo, mas tempo nem sempre é dinheiro”; 
3-   Não adianta ter dinheiro e não saber comprar ou investi-lo em tempo para viver bem ou para ganhar mais dinheiro. Ou seja:
4-   Não adianta ter dinheiro e não saber investi-o e nem tampouco usufruir dele como tempo livre necessário para poder gozar de saúde e bem-estar.
IV
Existem, dentro desse contexto, pode-se dizer, dois tipos de seres abomináveis no mundo: 1- os desperdiçadores; 2- e os avarentos.
Os primeiros (desperdiçadores) jogam tempo e dinheiro fora, no lixo: gastam tempo e dinheiro com coisas que não trazem bom retorno, não promovem a saúde do corpo e nem elevam o espírito e/ou a alma.
Os segundos (avarentos) economizam tempo e dinheiro ao extremo: impedem a si mesmos e aos seus de viverem uma vida digna, próspera e feliz.
Deus, seja lá que Ele for, embora não saibam muitos, abomina tanto os primeiros quanto os segundos.
O segredo para a felicidade, segundo a ética Aristotélica, sendo assim, é buscar o chamado justo meio. Isto é, procurar não pecar nem pelo excesso e nem pela falta.


[1] Trabalho não pago ao trabalhador ou lucro do patrão ganho em cima do trabalho do trabalhador, uma vez que o mesmo também é colocado como mercadoria dentro do processo produtivo.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vivendo em Prosperidade - o segredo das árvores frutíferas

Os gregos antigos entendiam o tempo como ciclo que sempre se repete. Com base na observação da natureza, eles perceberam que ocorre um processo de nascimento, desenvolvimento, declínio e morte. Na primavera, por exemplo, as árvores florescem; no verão, dão frutos; no outono, perdem as folhas; no inverno; parecem mortas; voltando a primavera, elas renascem, e o ciclo se repete. Nesse modo de pensar o tempo, o envelhecimento e morte não são considerados desgraças; pelo contrário, são as preparações para o novo. Em outras palavras, a passagem do tempo não causa ruína, mas apenas renovação[1].

Existem várias formas diferentes de se entender e, ao mesmo tempo, de se falar de prosperidade. Alguns optam por seguirem bases bíblicas, outros seguem por caminhos relativos às suas vivências/experiências como empresários e/ou empreendedores; e ainda existem aqueles que preferem partir de bases científicas, administrativas e/ou financeiras. Nesse livro, todavia, não ficaremos presos especificamente a nenhuma delas, ou seja, utilizaremo-nos das mais diferentes e complexas fontes de conhecimento, mas sempre criando, como recurso metodológico e/ou didático, a fim de facilitar a compreensão do leitor, analogias com as árvores, em especial as frutíferas.
Essas analogias começam a ser feitas a partir do estado de semente da árvore, ao ser lançada na terra, passando pela germinação, crescimento, florescimento, até chegar à vida adulta. Ou seja, no momento em que ela, a árvore, de tempos em tempos, seca, após, de forma qualitativa, cíclica, generosa e abundante, continuadamente dar os seus frutos.
Nesse sentido, faremos analogias tanto com as partes externas de uma árvore frutífera, isto é, com aquelas que são visíveis (semente, caule, folhas, frutos, etc.), tanto quanto com as internas, como as suas raízes, e que naturalmente não se mostram.
Objetivamos, a partir da escolha desse recurso ou caminho didático, fazer com que se possa, para o leitor, melhor clarificar o nosso desenvolvimento de temáticas complexas, em finanças pessoais e também corporativas.
Em outras palavras, objetiva-se facilitar o entendimento do leitor sobre o que é prosperidade, em seu sentido amplo, e também, a partir disso, instrumentalizá-lo sobre o como proceder para poder, de fato, não somente alcançá-la, mas também mantê-la (de forma inteligente e disciplinada) depois de alcançada.
O livro (mais um da série “SEGREDOS DA PROSPERIDADE”) é uma obra de “educação financeira” libertadora. Foi desenvolvido, como todos os outros, visando contribuir de forma crítica à clarividência dos caminhos para a conquista da prosperidade e/ou independência socioeconômica, por parte dos excluídos socioeconômicos, seja nos seus aspectos propriamente individuais, seja no que se refere aos de uma dada coletividade ou corporação.
O autor


SOBRE O AUTOR

CLEBERSON Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos deles traduzidos para outros idiomas) é natural do Rio de Janeiro, formado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em educação, Pós-graduando em Filosofia e Direitos Humanos, Pesquisador, Professor universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Pedagogo, Livre-pensador, Licenciado em Fundamentos, Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de Jovens e adultos), etc.
Além disso, foi aluno Especial do Mestrado em Educação (1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado, após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Vale); e “POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado pelo professor Dr. Pablo Gentili).
Estudou também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos (2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos livres e/ou de aperfeiçoamento nas áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise integrada).
De 1998 a 2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campos universitários de Niterói, Nova Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc. Participou (em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian (UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), entre muitos outros.
Atualmente dedica-se à docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à produção de obras nos mais diversos campos do saber.
clebersonuerj@gmail.com



[1] (Texto adaptado de PETTA, Nicolina Luiza de. História: uma abordagem integrada: volume único. São Paulo: Moderna, 2005. P, 12.)

domingo, 20 de agosto de 2017

DEZ LIÇÕES SOBRE DERROTAS E VITÓRIAS


Dez (10) lições sobre derrotas e vitórias, um romance filosófico, assim como tantas outras obras do autor, nasceu a partir de um momento de náuseas – caos existencial – no qual todo ser pensante, mais cedo ou mais tarde, tende a passar e onde todos os nossos valores são postos em xeque, sendo passíveis de quebras, a marteladas, como nos diria Nietzsche. Depois das náuseas e do caos, só resta ao Ser três possibilidades:
A)  Voltar a ser ele mesmo;
B)  Tornar-se patológico; Ou, num outro víeis profícuo:
C)  Transcender.
Na primeira, o ser não evolui: quer ser ele mesmo; o mesmo eu sempre. Na segunda, o ser perde a lógica da razão e aprisiona-se no seu próprio mundo. Na terceira, o ser transcende, isto é, passa a querer criar e dar um sentido à sua própria existência.
Em outras palavras, quando a gente de fato muda ou procura mudar: 
1- descobre que nem todo trabalho "dignifica" o homem;
2- que nem toda distância é ausência; 
3- que nem todo silêncio é esquecimento;
4- que nem todo dito amor eterno é insubstituível;
5- que nem toda dita alegria e/ou felicidade é verdadeira;
6- que nem tudo que dizem ser um mal em nossa vida de fato o é;
7- que nem todos os que se mostram bons de fato são...
8- quem nem toda aparente beleza que nos cativa é real...
9- que, na maioria das vezes, sofremos, fracassamos e/ou não prosperamos:
10- por maus hábitos;
11 - porque queremos e/ou gostamos (ignorância e/ou loucura);
12 - por falta de amor próprio;
13 - por falta de fé em Deus;
14 - por falta de amor à vida;
15 - por incapacidade de virar à página;
16 - por incompetência para recomeçar;
17 - por medo de errar;
18 - por falta de motivação para buscarmos ser melhores do que somos e/ou temos conseguido ser;
19 - por sempre nos colocarmos como vítimas e/ou como "coitadinhos" diante dos problemas e/ou das adversidades da vida...
20 - porque acreditamos no destino, ou seja, "que algumas pessoas nasceram para sofrer e outras não..." (diante dessa crença, permanecemos inertes, isto é, como ditos reféns do mesmo).
O autor


SOBRE O AUTOR

CLEBERSON Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos deles traduzidos para outros idiomas) é natural do Rio de Janeiro, formado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em educação, Pós-graduando em Filosofia e Direitos Humanos, Pesquisador, Professor universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Pedagogo, Livre-pensador, Licenciado em Fundamentos, Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de Jovens e adultos), etc.
Além disso, foi aluno Especial do Mestrado em Educação (1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado, após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Vale); e “POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado pelo professor Dr. Pablo Gentili).
Estudou também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos (2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos livres e/ou de aperfeiçoamento nas áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise integrada).
De 1998 a 2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campos universitários de Niterói, Nova Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc. Participou (em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian (UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), entre muitos outros.
Atualmente dedica-se à docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à produção de obras nos mais diversos campos do saber.
clebersonuerj@gmail.com

SUM

segunda-feira, 5 de junho de 2017

QUEM DISSE QUE OS RICOS NÃO ENTRARÃO NO CÉU: O básico que você precisa saber para ser um incluído social

Crer não é pensar, e agir por meio de crenças não é agir racionalmente. Isto é, em pleno alvorecer do séc. XXI, em meio a tantos disparates, violências, intolerâncias e injustiças, ainda precisamos reafirmar a complexidade do óbvio: crenças são dogmas e, dogmas, por sua vez, embora muitos não saibam, são o mesmo que regras alienadas de ação.
Existem hoje nas sociedades capitalistas ocidentais pós-modernas variadas formas de alienação e, uma delas, certamente a mais crucial, é aquela que está dada entre a população de ditos pobres e/ou indivíduos de classe média baixa, uma vez que, sedimentada em mitos ou formas dogmáticas de pensar, sentir e agir, fazem com que os mesmos coloquem-se, além de quase sempre na condição de reféns ou fantoches do sistema capitalista, também como incapazes de superem as suas exclusões.
Esse livro, embora possa parecer a alguns, não é contrário à ideia de que o sistema capitalista é um fabricante diuturno e sistemático da exclusão social. Todavia, mais preocupado em trazer soluções do que propriamente tecer críticas ao mesmo, defende a ideia de que, além da exclusão externa (provocada pelo capitalismo), existe outra que é interna, ou seja, frise-se: diretamente causada e perpetuada em muitos por nutrirem estes formas dogmáticas ou alienadas de pensar, agir e sentir em relação à pobreza e a riqueza.
Esse livro, nesse sentido, entre outras coisas, se propõe a, além de quebrar paradigmas e/ou dogmas:
1- Mudar radicalmente a nossa forma de pensar e/ou encarar os sentidos que até hoje têm sido dados à pobre e a riqueza;
2- Dar-nos condições intelectuais epistemologicamente fundamentadas para podermos não somente resistir aos processos de exclusão social, mas também conquistarmos um lugar ao sol.
Para nós, a cidadania plena é e deverá ser sempre um direito.
Esse direito, todavia, em sociedades capitalistas como a que se vive, não é e nem nunca será uma dádiva, ou seja, para ter real sentido, ele precisa e precisará sempre ser também encarado como fruto de uma conquista.
O autor