LINHAS DE ESTUDO E/OU PESQUISAS


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LINHA 1- [FILOSÓFICO-ANTROPOLÓGICA] - POR QUE OS PROLETÁRIOS E/OU POBRES, APESAR DE - DIFERENTEMENTE DO GRUPO DOS MISERÁVEIS, QUE VIVEM ABAIXO DA LINHA DE POBREZA - TEREM ACESSO A ALGUM TIPO DE RENDA DURANTE SUAS EXISTÊNCIAS, OU SEJA, RECEBEREM SALÁRIOS, ETC., AINDA ASSIM, NA GRANDE MAIORIA DA VEZES, PERMANECEM NA EXCLUSÃO E/OU MORREM POBRES AO LONGO DE SUAS VIDAS DITAS PRODUTIVAS? 



Hoje, no alvorecer do século XXI, segundo dados oficiais da ONU, cerca de mais de um bilhão de pessoas são acometidas, na sua grande maioria em países pobres e/ou subdesenvolvidos da América do sul, da Ásia e da África, por estados ditos de pobreza extrema, ou seja, cerca de 20% da população mundial, por motivos vários, vivem na miséria, subnutridas, sem ter sequer o que comer, morrendo de fome.

Essas populações de famigerados do mundo, localizadas em diferentes continentes, são colocadas como aqueles que, por não fazerem parte da economia ativa, não participam também da produção do PIB (produto interno bruto) dos seus países,  ou seja, por estarem desempregados e/ou subempregados, além de outros fatores, como, por exemplo, serem acometidos por guerras civis, catástrofes naturais, etc., sobrevivendo em estado de miséria, com menos de dois ou três dólares por dia.

Como se sabe, a população mundial é composta de mais de seis bilhões de pessoas, sendo-se que menos de 10% dessa mesma população, composta pelo grupo dos ricos, é dona de mais de 50% por cento de toda a riqueza mundial. Sendo assim, tirando-se os 20% de miseráveis citado acima, pode-se dizer que 70% compõem o número de pobres, ou seja, de indivíduos que, mesmo fazendo parte da dita população ativa; mesmo produzindo riquezas com a venda das suas forças de trabalho, continuam pobres.

A nossa problemática está aí, ou seja, "por que é que esses grupos de excluídos sociais, apesar de estarem empregados, receberem algum tipo de salário e/ou renda, continuam, mesmo depois de anos de trabalho, pobres? 

Ou melhor, "por que é que esses excluídos que fazem parte da população dita ativa, além de nascerem pobres, filhos de proletários, mesmo trabalhando e/ou recebendo salários, também, nas suas grandes maiorias, morrem pobres?

Certamente existem várias e múltiplas respostas. Todavia, aqui nesse trabalho, desenvolveremos essa problemática, apesar da realização de diálogos com outras formas de saberes, especificamente a partir do plano cultural.

O desenvolvimento dessas proposições nasceu por meio de questionamentos pessoais, subjetivos, mas, que, logo depois, ganharam força empírica e formato científico enquanto objeto de estudo e pesquisa.

Ao longo de mais de uma década de pesquisas empíricas e bibliográficas, tem-se desvendado, que, em muitos e não raros casos, a riqueza e pobreza não são necessariamente uma somente questão de quem tem mais e/ou de quem tem menos (materialmente falando), mas, também:
1-  De diferentes valores,
2-  Dos diferentes modos de ser,
3-  De agir,
4-  De sentir,
5-  De pensar e, de
6-  Encarar a vida, respectivos desses dois grupos (ditos ricos e pobres).

Por exemplo, um indivíduo qualquer, ainda que tenha muito dinheiro, mas que não sabe as diferenças, na linguagem financeira, entre “ativos e passivos”, ainda que inconscientemente, provavelmente passa e passará a sua vida comprando passivos. Sendo assim, apesar de ter dinheiro, ele é pobre e, vivendo da forma como vive, breve cairá na miséria.

Todavia, pobre mesmo é aquele indivíduo que, culturalmente, chega ao ponto de dizer, por exemplo:
1-  Que o dinheiro é sujo;
2-  Que o dinheiro é amaldiçoado;
3-  Que o dinheiro não traz felicidade;
4-  Que rico não entra no reino dos céus;
5-  Que os pobres são felizes;
6-  Que o dinheiro só traz coisas ruins;
7-  Que os ricos são ricos porque roubam e/ou roubaram de alguém;
8-  Que é melhor ser pobre do que ser rico, etc.

Ou seja, nesse sentido, em outras palavras, o que se quer dizer é que, pobre mesmo, é aquele indivíduo que, culturalmente, de forma maniqueísta, coloca, ainda que inconscientemente:
1-   A falta de dinheiro e/o a pobreza na coluna do bem, do bom, da virtude; e,
2-  A riqueza e/ou o dinheiro na coluna do mau, do pecado, do vício;

Em outras palavras, o que se quer também dizer é que, pobre mesmo, é aquele indivíduo que, culturalmente, acreditando que o dinheiro é sujo, por incrível que pareça, acredita também que, quanto mais tempo ficar sem ele, sem dinheiro, mais tempo estará “limpo e purificado.”

A permanência na pobreza, em muitos e não raros casos, que envolvem a dita população ativa (não miseráveis, que possuem emprego, ocupação remunerada e/ou renda), desvenda-se, na grande maioria das vezes, não é somente fruto de uma suposta escassez financeira e/ou material, mas também de um problema cultural, chegando-se a beirar estados ditos “hiper-conscientes”, “convictos”, mas que não passam, na verdade, de puros estados de alienação e/ou loucura, frutos estes da ideologia do capital, visando-se manter o “status quo da exclusão” em escala planetária.

Sendo assim, é sob essa perspectiva antropológica a priori que também desenvolvemos aqui o nosso trabalho.

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